Ética, moral e divagações.
Para comparar o homem de hoje como - possibilidade perfeita do futuro - seria necessário conhecer, literalmente, o homem perfeito do futuro, para haver base de comparação temporal, pois sem esta base fica impossível saber qual é a medida do perfeito. O mesmo vale para os estados, pois cada nação é um conglomerado cultural distinto e que em nenhuma circunstância pode ser comparado à outra em termos de progresso e atraso, pois para se comparar, por exemplo, o país ‘A’ do passado com o ‘B’ do futuro, o país ‘A’ teria que ser, literalmente, o país ‘B’, o que é impossível, pois o a linha temporal futura ainda não existe, e mesmo se existisse, ainda assim não se poderia compra-los, pois seriam distintos. Comparações podem acontecer apenas nos campos da técnica, nunca no campo cultural. E mesmo assim se compararia não em termos de progresso e atraso, mas sim em termos de possuir tal técnica ou não. Afinal a técnica não é progresso, mas apenas uma mudança de perspectiva.
É fato que todas as utopias partilham de uma característica primordial, que é lidar com linhas temporais imaginativas apocalípticas. Linhas temporais estas que, sempre estarão limitadas ao horizonte de consciência do propositor. Nenhum revolucionário é capaz de saber qual será o fim da história, logo, não pode prever o que seria um estado ideal e muito menos o homem ideal, pois a base de comparação não existe no plano físico, apenas hipoteticamente de forma limitada. Ao que entendo sobre moral, trata-se basicamente da capacidade interna e objetiva do ser perceber o outro, e, que não pode comportar ou abranger a um grande grupo da mesma forma que no individual, pois se trata de um paradigma pessoal e natural e egoico de visão do mundo. Já a construção da moral adquirida pela ética grupal é baseada em certa coerência cultural, de vivência e de tradição de censo comum e imaginativa, restringindo assim a manifestação pura do ego, esta que pode ser nociva para o outro, como acontece em um animal. Assim, definimos a percepção natural e a cultural como sendo razões superpostas e distintas. Embora seja impossível se distinguir o que é percepção natural e o que é percepção cultural, torna-se perfeitamente possível moldar a moral estimulando a imaginação através da literatura, das lendas e da história e até da propaganda. Segundo alguns autores como David Hume, a moral nada mais é que um processo instintual, não racional, o que em partes, a meu ver, está certo, embora não totalmente. Para mim, existe sim inteligibilidade na moral, que são os padrões de censo comum. No entanto a moral, não se sustenta em si mesma por ser muito restrita. São necessários então, padrões de comportamento éticos normativos, como a moral dos religiosos, por exemplo, para que não haja uma dissociação perceptiva em escala individual se dilua em barbárie. A ética tem papel organizador importantíssimo e se encontra incita na moral, justamente pela moral possuir inteligibilidade individual de percepção. Em resumo, a moral não pode existir sem a ética, mas ética pode, sim, existir sem a moral. Grandes exemplos espúrios são as éticas praticadas entre bandidos e corruptos, contrarias a ética vigente. Uma ética normativa esquemática ideológica, por exemplo, pode influir diretamente na percepção moral, causando erros terríveis de julgamento de valores, que é o que acontece no Brasil de hoje por conta do gramscismo. Isto significa que dentro de um mesmo universo, uma mesma realidade é possível que coexistam dois tipos de justiça, a justiça social e ajustiça criminosa. Por este motivo se vê tanto deblaterar em nome da ética, por parte dos revolucionários, pois a ética pode ser moldada como conduta imposta dentro de uma linha temporal, alterando a percepção de julgamento mais básica. Já a moral não, por ser restrita é renegada pelos subversivos, pois está ligada a tradição e valor individual, este que não se muda com decretos normativos com tanta facilidade. E isso claro, não faz parte dos planos de nenhum movimento revolucionário marxista, por exemplo, este queque visa destruir a tradição para moldar a moral através de decretos normativos. Neste ponto, não se pode desconsiderar alguns fatores, estes que são primordiais no que diz respeito ao que se entende por moral. O principal é que, se a moral não pode existir sem ética, como foi dito anteriormente, e quanto mais se aperfeiçoar a ética, mais se solidificará uma moral com mais inteligibilidade e características universais. Penso que a ética baseada na moral já adquirida e lapidada é o caminho para uma ética universal futura mais avançada, ou mais ou menos uniforme e coerente. Já uma ética sem moral pode assumir qualquer face, mesmo a mais perversa. Neste ponto citarei o filosofo Olavo de carvalho, para tentar explicar que eu não sofro de paralaxe cognitiva, e não estou viajando na maionese. Como é de nosso conhecimento, Olavo o define a paralaxe cognitiva como - “afastamento entre o eixo da construção teórica e o eixo da experiência real anunciado pelo indivíduo” – logo, meu discurso à cerca da ética, não se fasta do eixo da experiência real, pois jamais afirmo que a ética “sempre será melhorada” e nunca piorada. A ética pode sim piorar, quando existe interferência ideológica subversiva contaminada por uma visão distorcida da realidade, isto é, pela paralaxe cognitiva. A solução para este problema pode estar na individuação da ética, isto é, um código pessoal ético universal baseado na moral, similar ao imperativo categórico de Kant. Se cada indivíduo for estimulado culturalmente a desenvolver um código pessoal de ética baseado na moral já adquirida, dai sim, poderíamos ter campo para trabalhar para o aperfeiçoamento de uma ética universal que renove a moral tradicional, mantendo o que é bom e descartando o que é ruim. Só que isso implicaria na aniquilação ou mudança grande no campo da religião, o que torna a ideia dogmática e subversiva se imposta. Mas caso corresse, teria de ser um processo natural e moral, para não se tornar patológico. Claro que isso é apenas uma especulação, pois não existe como saber o aconteceria, e propor como modelo torna-se uma experiência social revolucionaria, esquemática e subversiva. Analisando dessa forma, pode-se sim especular sobre hipóteses futuras, sem jamais se descambar para uma visão de paralaxe, pois a construção teórica da ética seria baseada em princípios morais pessoais e na realidade prática, calcada em fatos concretos, visando um processo natural de transformação e aperfeiçoamento infinito, claro com a possibilidade de retrocesso. Logo se vê que, fazer prospecções não é o mesmo que idealizar, é necessário ter uma imaginação muito bem trabalhada para não cair no fundo do poço das utopias. __________________________________________________________________________ ” Fuja do mundo melhor”
É fato, existem temas que podem ser um tanto polêmicos ao serem abordados e combatidos, dentre estes temas, o idealismo certamente está entre eles, justamente por mexer no cerne, no âmago do ego. Muitos dizem: “precisamos de mais idealistas!” Será? Será que precisamos mesmo de mais idealistas, ou será que precisamos de pessoas mais lucidas e éticas?
Em verdade, nunca vi o idealismo com bons olhos, principalmente quando percebi que os idealistas, são possuidores de algumas peculiaridades, estas, que temos o hábito de chamar de defeitos - e assim, como grande parte das pessoas os possuem, os idealistas não fogem à regra, uma vez que também são pessoas. Mas claro, também é certo, que os idealistas, se diferem uns dos outros, justamente por possuírem - como qualquer outra pessoa - a individualidade. Eis que surge então uma questão: qual seria o ponto então, que ligaria qualquer idealista aos outros e os nivelaria por baixo? Bom, a resposta é bem simples a meu ver: o que torna todo idealista nocivo para ele mesmo e para sociedade - sem exceção - é a sua ideia de “mundo melhor”, ou de mundo “mais justo” e “igualitário”. Mas pera lá -não estaria ele sendo correto desejar um mundo melhor, levando em conta a ética e a justiça? A resposta é: sim, realmente é coerente querer um mundo mais justo e ético. Eu diria que é até inteligente pesar assim, porém, como tudo na vida, existem nuanças, isto é, existem pontos cujo quais não podemos ignorar, principalmente quando o assunto é um mundo melhor. Um desses pontos é o fato de que todo idealista ao desejar um “mundo melhor” e estar disposto, de fato, a implantar este “mundo melhor” para o resto da sociedade, ele terá um grande problema ou dilema para enfrentar.
O primeiro dilema é: que ele fará com as pessoas que não se encaixarem no seu plano de “mundo melhor”? Sim, pois os parâmetros que ajudarão o idealista selecionar os integrantes de seu “mundo melhor”, vão estar calcados, claro, nele mesmo, que por sua vez, pode ser também espelhado em um arquétipo, um mito, uma ideologia.
Com base neste ponto, podemos pensar da seguinte forma: Imaginemos, que o idealista consiga, de alguma forma, subir ao poder e tiver em suas mãos a possibilidade de colocar em prática o seu projeto de “mundo melhor”, ele terá três saídas para concretizar seus planos: primeiro eliminar seus opositores e assim garantir a hegemonia e uniformidade de pensamento. Segundo, conviver com eles, com o risco de sofrer um golpe ou ter de dividir a opinião; ou ainda abrir mão de uma parte da realização seu ideal, o que se torna paradoxal, pois para garantir um “mundo melhor”, não pode haver uma oposição que deseje o mundo como ele é ou está. Terceiro, comprar toda a oposição com cargos de confiança, dinheiro e poder. Agora pergunta que não quer calar: isso lembra alguma coisa na nossa história? Vamos listar quatro casos clássicos: nazismo, comunismo, fascismo. Eu costumo dizer que detesto este sufixo “ismo”, pois por conta de muitos “ismos” que grades desgraças aconteceram e baseado nestes fatos, há de se concordar, que tenho minhas razões, muito bem fundamentadas, aliás. Todos estes sistemas centralizadores de poder que citei e muitos outros que deixei de citar, em algum momento da história quiseram ou - ainda querem - fazer um “mundo melhor”, e liderados por idealistas, acabaram ou acabam por promoverem o inevitável: destruição e genocídio. Em especial o nazismo e o comunismo - os movimentos cultuais, ou anti-culturais, que considero mais nocivos para a humanidade - são frutos da mesma arvore do terror igualitário: à revolução francesa. Sim, a revolução francesa, essa mesmo da (Liberté, Egalité, Fraternité) liderada pelo S.r. - Maximilien de Robespierre e sua afiada guilhotina - esta que posteriormente produziu o comunismo, este que por sua vez criou o fascismo e o nazismo - e ambos, tanto o nazismo como o comunismo - mataram juntos, em nome do seu ideal, mais de 100 milhões de pessoas. O comunismo em nome do proletariado e a “igualdade” e o nazismo em nome da raça pura e a “igualdade” nacionalista. Desde a publicação do ‘manifesto comunista’, através de Hegel, Karl Marx e Friedrich Engels, a revolução do proletariado, motivados por uma “guerra de classes” inexistente ou que - só existe na cabeça do marxista revolucionário - tem criado muitos monstros idealistas, como: Adolf Hitler, Stalin, Mao Tsé-Tung, Lenin, Mussolini e muitas outras deformidades, como nosso ex-presidente Lula. Já dizia Nietzsche, sabiamente e com eloquência: “o idealista é incorrigível, se é expulso de se céu, faz o ideal de seu inferno”. Muitos desses idealistas não fazem o mal pelo puro mal, isto é, na cabeça deles estão fazendo um “bem para humanidade”, além, claro, de estarem bem fundamentados ou manipulados por pessoas realmente cínicas e psicopáticas, que sabem o que estão fazendo: os intelectuais. O maior problema do idealista é que, muitos deles - senão todos - são alienados, não sabem o que é humanidade, não sabem o que é certo e errado, não sabem o que é justiça e não sabem o que é democracia, ou seja, possuem uma visão anacrónica e deformada da realidade. A mentalidade revolucionária a meu ver pode ser comparada a uma psicose induzida, pois individuo delira e pró de algo que não existe e talvez nunca venha a existir, a não ser em sua mente doente e na mente de quem idealizou tal ideologia. Vale salientar aqui, que muitas vezes nem mesmo quem idealizou as teorias malucas acredita de fato nelas - é o caso de um grande conhecido nosso o Maquiavel. Maquiavel, segundo Olavo de carvalho, era um perdedor, que se aliava sempre aos perdedores e que acabou muito mal, vivendo de favores do Papa. No entanto vemos muitos políticos que seguem a risca sua cartilha psicótica. Penso eu, em minha ignorância primata, que se um dia for possível um mundo melhor – fugindo totalmente da visão idealista - ele somente se dará gradativamente e naturalmente - quando houver uma ética universal e uma lucidez uniforme, o que é impossível no mundo em que vivemos hoje, este que é dominado pela irracionalidade, o sentimentalismo e o egocentrismo, beirando o subumano. Fica então o meu alerta aqui registrado , quando estiver perto de alguém exasperado e este mesmo alguém, venha pôr-se a deblaterar, em pró de um “mundo melhor”, fuja e se esconda o quanto antes, pois ai vem um idealista. Se ainda preza pela sua liberdade relativa - capitalista e liberal - que ainda possuímos aos “trancos e barrancos” fuja do “mundo melhor”! Imagem ilustrativa do filme: The wave
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O terráqueo
“A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul. Lar de milhões de espécies de seres vivos, incluindo os humanos.”
Eu, quando criança, em tempos que a internet apenas ensaiava os primeiros passos, sempre desejei saber como funcionavam as coisas, desde o funcionamento de um simples brinquedo, passando por um motor de automóvel e, até mesmo ao de um planeta inteiro. Neste caso, a terra. Os brinquedos, por ora, eu teria a oportunidade de desmontar, para logo ver o que havia dentro, já um motor de carro, seria complicado, embora, com o decorrer dos anos, viria a descobrir em um manual automobilístico de um fusca, como era por dentro os motores, manual este que meu pai deixara a vista e, claro, do qual eu logo me apoderei. Mas e o planeta? Como, poderia eu, com pouco mais de vinte quilos, um metro e vinte de altura, onde, naquela época, contava apenas sete anos de idade, vir a desmontar um planeta inteiro, para ver o que encontraria do lado de dentro? Seria este, em sua grandiosidade, um desafio e tanto, principalmente para mim, o pequenino e curioso ser.
Esta limitação, fora para mim, desde então, um grande problema, do qual minha jovem mente curiosa, talvez, jamais, teria a oportunidade de resolver. À medida que me aproximava da puberdade e distanciava-me da inocência, perceberia cada vez mais que, realmente, era impossível desmontar todo o planeta para ver o que havia dentro. O primeiro motivo era simples: eu certamente, era pequeno demais pra fazê-lo, conclusão esta, que já tomara rapidamente quando criança, por questões óbvias já descritas. Já o segundo motivo ficava por conta de que, em partes, eu, por questões lógicas, já me encontrava no cerne do problema, por, evidentemente estar dentro do planeta, sendo assim, não precisaria desmontar o planeta para saber o que se passava em seu interior, pois havia eu, sabiamente me antecipado. Certa feita escavei um buraco no quintal e, logo verifiquei o que havia debaixo de meus pés e, evidentemente que era terra. Em outra oportunidade, também escavei o chão da praia, em uma viagem de fim de semana e rapidamente me certifiquei de também que havia água. Assim, pude fazer a junção dos fatos e construir minha própria teoria. Asseverei com muita propriedade que só havia água, areia e terra no interior do planeta. Embora soubesse eu que, talvez não houvesse cavado fundo o suficiente e que poderia haver algo como buracos de tatu gigantes. Havia assim uma lacuna em minha teoria, mas ninguém precisaria saber. Conclusão, logicamente para eu saber do resto, bastava sim, viajar e logo saberia tudo, como em “À volta ao mundo em 80 dias”. Posteriormente, quando eu contava aproximadamente uns treze para quatorze anos, a minha até então conclusão fora ameaçada, surgir-me-ia um novo desafio. Tomei conhecimento de um livro de título “viagem ao centro da terra” de autoria de (Julio Verne), datado do ano de 1864. Neste livro, o Sr. Verne havia proposto a possibilidade, de fato, uma expedição ao centro da terra, e pior, teria antecipado parte de minha teoria, com quase duzentos anos de antecedência. Além de antecipar-me, o Sr. Verne ainda foi além, demonstrou em seu livro possibilidade de uma penetração, possivelmente real, diretamente no amago da questão, com todo um mundo de possibilidades lá em baixo, inclusive dinossauros. Bem diferente de minha curiosidade de desmontar o planeta, que se tornara inviável e muito mais infantil e claro deixava “aos chinelos” a minha teoria, sobre a terra, areia, água e os buracos de tatus gigantes ou mesmo de uma simples volta ao mundo. Resumindo, havia sido cruelmente desmoralizado. Frustrações a parte, tratei logo de estudar a respeito. Seria possível fazer uma expedição ao centro da terra, mesmo com vulcões placas tectônicas, que até então me estavam sendo apresentados no ensino fundamental? Em uma de minhas pesquisas, alguns anos mais tarde, descobri que alguém, novamente, para o meu espanto, já teria me antecipado novamente, agora nesta nova questão. Tratava-se da celebre e lendária “teoria da terra oca”, proposta por volta do século XVII, pelo astrônomo britânico Edmond Halley, antecedendo até mesmo a Julio Verne, fato este, que não nego, ter me dado o mais notável, gosto da vingança, em cima do Sr. Verne. Então, logo vi que eu não era o único lunático em questão. E para piorar, posteriormente constatei que havia mais alguns excêntricos como: John Clives Symmes, militar americano nascido em Nova Jersey (1818); Cyrus Read Teed (1839 – 1908) William Reed e Marshall Gardner (1913); Ray Palmer; Richard Byrd entre outros. Ufa! Em seguida às ilustres descobertas que, obviamente, logo as refutei, pois percebi que era impossível, de fato, com tecnologia atual, viajar o centro da terra, uma vez que pressão existente lá em baixo esmagar-me-ia, antes mesmo de eu ser incinerado vivo, devido às altas temperaturas existentes a tamanha profundidade. A partir deste ponto percebi que, sim, havia algo palpável que eu poderia fazer como apontei em minha conclusão lógica, sobre as viagens por sobre a terra, era sim, a mais correta, logo, para descobrir como funcionava esta grande esfera enigmática, me haveria mesmo, de viajar, embora novamente houvesse problemas, dos quais, por sinal, eram os maiores problemas que até então me haviam surgido – maiores até que o meu problema em querer desmontar o todo o globo terrestre. O grande problema que se presentava para mim naquela altura dos acontecimentos, era o seguinte: os seres humanos. Sim estes presunçosos seres, dos quais eu mesmo compartilho cem por cento de meu DNA, desenvolveram uma técnica de “organização”, para aglomerar um determinado numero de outros humanos, técnica esta chamada primeiramente de grupos, posteriormente tribos, logo, de nações. Baseadas claro em um trinômio: imaginação, organização, egoísmo. Admito que o nosso sucesso como espécie, se deva em parte, a estas aglomerações humanas, que tiveram seu papel importante durante o desenvolvimento de nossa cultura. Então onde estaria o problema? O problema começa quando, uma dessas aglomerações se acha superior à outra aglomeração. Sim, pois é o que acontece desde que, imagino, tenha se formado a primeira dessas aglomerações. Seria correto dizer então, que tais aglomerações seriam naturais, uma vez que somos parte da natureza? Evidente que sim. Sabemos por exemplo que nossos primos, chimpanzés, que compartilham noventa e nove por cento de seu DNA conosco, também se organizam em grupos, o que lhes garantiu sucesso em sua sobrevivência. Sabe-se também que, na natureza, os animais que, em geral, mais se organizam, obtém melhor sucesso de domínio, perante outros, a exemplos das formigas diante das vespas. Mas não é este o ponto em que quero chegar. Quando critico nossas aglomerações, que se denominam nações pretendo e quero atacar, justamente o ponto que nos difere das outras espécies, fato este chamado discernimento ou “centelha humana”. Este tal discernimento é o que nos permite, por exemplo, estar analisando com maior complexidade os nossos primos chimpanzés e não eles a nós. A centelha humana é o X da questão e que determina a nós os humanos, termos os computadores e eles os chimpanzés, os gravetos. Mesmo que tenhamos surgido, muito possivelmente de um mesmo ancestral em comum. Existe um grande equivoco em um argumento que diz serem os feitos humanos, os atos de transformar o meio ambiente, uma ocorrência antinatural - argumento este evidentemente falacioso, uma vez que estamos incluídos em tal natureza, somos a natureza. Também é fato que, necessitamos de tais aglomerações, para que haja uma organização maior, a exemplo de subdivisões como: estado, município e bairro. Estas organizações imaginárias possuem grandes utilidades, para o dia-dia prático, mas, limita-se apenas a isso. Acima dos estados, municípios e bairros, voltemo-nos aos grandes aglomerados, às nações; existe uma grande indagação, em minha confusa cabeça, a respeito do que seria uma nação. Por exemplo: o povo judeu; sabemos que é um povo, devido a sua cultura milenar. Cultura esta que permanecera durante séculos, sem uma pátria, ou uma subdivisão de terra imaginária, sendo repatriados recentemente no estado de Israel. Com esta evidência, logo, podemos afirmar que a para que uma cultura em nível complexo sobreviva, não necessita, necessariamente, de uma porção de terra. E, é fato de que, como os judeus, existem outros exemplos e provas, como ciganos e os povos nômades do deserto africano. Assim, podemos dizer que, o conceito de nação, ligado ao território, não passa de uma grade fantasia, uma falácia, em primeira instancia. Eu tenho a ideia e sempre tive, de que o nacionalismo é um pensamento primitivo e territorialista, não muito diferente ao comportamento de um Lobo, por exemplo, este que, demarca seu território, urinando as extremidades de uma determinada área, a qual decidiu, por questões de sobrevivência, determinar ser sua. Penso que, o que nos difere dos lobos neste quesito é que, não urinamos nas extremidades de nossos países, nossas áreas, mas sim, determinamos por meios imaginários, que existem, de fato, divisões territoriais chamadas países. Não obstante esta condição em nos os humanos, desta, digamos que, “doença mental”, chamada nacionalismo, resquício atávicos de nossos ancestrais “urinadores” de territórios, semelhante, hoje, a uma psicose, onde o individuo fantasia algo como existente, uma vez este algo que não existe, e inclusive, é capaz de matar para defender seu ponto de vista, fora obviamente da realidade. Este se trata de um dos fatores que nos impede do progresso, como um povo único, de um único planeta, onde se enquadram como habitantes, não só nos os humanos, como todos os outros animais e plantas, por direito adquirido, de aqui estar. No passado ainda poderíamos nos justificar quimicamente, devido nosso olfato, que evidentemente, era mais desenvolvido no passado e também por nossa falta de discernimento. Mas e hoje, como nos justificaríamos? Se parar para uma análise panorâmica e detalhada dos conceitos relacionados ao que diz respeito a nações, ficará logo assustado com tamanha, digamos, falta de maturidade e de burrice, sem quer, claro, ofender nosso amigo equino. Hoje, as subdivisões países, se distinguem por algumas características, classificadas entre duas vertentes, são elas: países “desenvolvidos” e países em desenvolvimento. Classificação esta, extremamente tendenciosa, há de se concordar, uma vez que, um país, se autodenomina (desenvolvido), logo, está colocando-se em patamares superiores em excelência, condenando a todo o resto (não desenvolvidos) a submissão sistemática, uma vez que é o detentor dos segredos do sucesso. Atualmente com advento da internet, não precisamos viajar tão longas distancias, para saber que tipo de “ego inflado” esta ideia de “desenvolvimento”, gera em indivíduos “desenvolvidos” de determinados países “desenvolvidos”. Já em países em desenvolvimento, acontece o oposto - alastra-se o complexo- de-inferioridade, perante os “desenvolvidos”. Com tendência a aceitar e abaixar a cabeça, aceitando tudo, de uma forma, relativamente passiva o tudo o que é derivado de tais “capitanias celestiais”. Com isto, acontecem revoltas, das quais se derivam conflitos e guerras, onde uma maquinaria chamada de armas - criadas nos primórdios para caçar animais, devidos o problema da alimentação. Estas mesmas armas, hoje aprimoradas, construídas e utilizadas por a sub- aglomerações de humanos, chamadas: exercito ou executores. Assim a tecnologia desenvolveu-se a níveis inimagináveis, nos deixando perto de uma eminente extinção via artefatos atômicos no que chamaram os humanos de guerra fria. Sempre caminhando nesta dicotomia, ao mesmo tempo em que avança para um lado, retrocede par o outro, pois não se visa o progresso do todo, mas sim o progresso de um só aglomerado, um só país e, para a destruição e ameaça aos outros aglomerados de humanos, estes que, por sua vez, imaginam ter de defender também suas fronteiras- imaginarias. Para piorar ainda mais, uns aglomerados que se diziam pacifistas, após sofrerem com grandes guerras, não mais permitem que indivíduos de outros aglomerados, invadam seus territórios imaginários, para fixar residência, como imigrantes. Principalmente os aglomerados “desenvolvidos”, que imaginam em suas alucinações, que logo se desestruturariam, com uma invasão dos não desenvolvidos. Assim, os chamaram de “ilegais” e inventou-se a deportação, ato que manda de volta o sujeito a sua demarcação imaginária de origem. Com exceção de alguns, que seriam descendentes do aglomerado em questão. Ora, mas então me pergunto, se são mesmo desenvolvidos, porque o medo? Conclusão ainda mais óbvia se pode obter da seguinte reflexão: se todos os humanos demandam de um ancestral em comum, logo há de se concordar que, todos somos descendentes um dos outros, não de aglomerados, mas sim da espécie como um todo. Bom, mas claro, há uma explicação para isso, vejamos; alguns humanos de ambos aglomerados, “desenvolvidos” e em desenvolvimentos, pasmem, acham que existem raças humanas, devido à diferença de pigmentação da pele e algumas questões estéticas como: formato dos olhos e tipo capilar. Assim, inteligentemente, conseguem desenvolver, mais um tipo de psicose, chamada: racismo. O racismo implica basicamente em medo de misturar-se com determinados tipos de humanos, com características superficialmente diferentes das suas ou pensar, equivocadamente, pertencer a um tipo especial de humano, o que é, evidentemente, um absurdo. Com tudo, assim o fazem, mesmo que tal atitude desafie a própria razão e lógica. Para finalizar, falarei de algo, que sustenta e da força a toda esta psicose-coletiva, veja você: nos os humanos criamos algo, inteligentíssimo, diga-se de passagem, algo celeste, chama-se: dinheiro - o dinheiro é um valor de troca, geralmente um pedaço de papel o qual determinamos seu valor perante alguns objetos dos quais desejamos consumir. Esta criação um tanto esquisita, para não dizer bizarra, embora tenha certa praticidade, deu origem ao que chama-se hoje de capitalismo selvagem, onde um mero rabisco ou imagem capturada, por exemplo, podem valer milhares de notas de papel, ou mesmo dígitos em telas de maquinas chamadas de computadores localizados em instituições denominadas bancos. Estes mesmos dígitos que os humanos fingem trocar e fingem também existir, que igualmente ao papel que pode comprar coisas, viagens e etc. O capitalismo ocasiona um fenômeno curioso – a pesar de beneficiar alguns humanos por mérito, beneficia outros por deméritos, ou beneficiam de mais a uns e prejudicam demais outros, com isso alguns humanos até morrem de fome, isso quando não partem para violência com o objetivo de furtar o papel de outra pessoa. É nesta atmosfera, então que surgem então os movimentos “intelectuais”, com objetivo de igualar e “demonizar” os “desenvolvidos”, como sendo estes culpados pela desgraça subdesenvolvida, das quais os menos privilegiados se encontram, gerando assim, por sua vez, um maniqueísmo, mais doente e bizarro, do que própria ideia de nacionalidade, como por exemplo, socialismo, nazismo e fascismo. Ambos claros, descambando para o genocídio em massa. Um aglomerado se levanta contra os outros, julgando-se merecedores da prosperidade eterna, apoiados, claro por sua demência nacionalista e senso distorcido de justiça, derivado de uma ética capenga que valoriza demarcações imaginarias e desencadeia conflitos guerras como descrito anteriormente. Com todas, essas armas “intelectuais” e outras mais, os humanos sustentam a suas ideias sobre nações e impedem, como apontei no inicio do texto, em minha conclusão, a oportunidade de eu andar livremente pela terra, sem ser expulso por algum humano que enxerga linhas imaginaria na terra ou por não ter um número de papel suficiente para mostrar que não quero permanecer em outros aglomerados imaginários de humanos. Quando eu era pequeno, eu sempre me indaguei, ao olhar para um mapa-múndi, quem é que havia rabiscado o globo daquele jeito? Mas, claro em minha ignominia, imaginava que só pessoas dotadas das mais altas qualidades intelectivas, pessoas sábias e inteligentes, isso em minha visão de criança, pudessem telas rabiscado daquele jeito e, só os mesmos poderiam ver tais linhas, das quais eu em minha insignificância não poderia ver. Mas com o passar dos anos, mais adiante, no decorrer de minha breve existência, da qual conto, apenas, vinte e oito anos, finalmente percebi, havia acometido um terrível engano. Em verdade, somente podem ver as linhas imaginárias os loucos e os burros. Assim, eu, nunca saberei o que há no interior da terra e, por conta dos mesmos loucos e burros, também não saberei o que há por toda a sua superfície, a não ser, saber que, de fato, há mais loucos e burros espalhados por todo o globo, do que os lúcidos, que raciocinam. ObS: Texto sob revisão.
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A ditadura do bem estar
Nos dias atuais quando a informação chega mais rápido do que a própria capacidade intelectual de assimilação, principalmente, a maioria das pessoas, a parcela da sociedade que é condicionada a não pensar muito. Percebe-se com um mínimo de observação da nossa sociedade, que o numero de conceitos falaciosos cresce exponencialmente, como em uma metástase da ignorância generalizada, disfarçada, claro, de informação. A “imbecilidade” e alienação chegam cada vez mais próximas do absurdo - chegando ao ponto de beirar o subumano - especialmente no ocidente, para nós, especificamente, o Brasil, terra dos papagaios. A arrogância do imbecilizado é tamanha que impossibilita qualquer diálogo racional, fato este que me faz lembrar a irônica obra de Arthur Schopenhauer - como vencer um debate sem ter razão- obra esta, ironicamente escrita para explicitar como um idiota pode estar errado e, mesmo assim, ainda vencer o debate ou sair com a “razão”. Já afirmava a frase de Goebbels - ministro das comunicações de Adolf Hitler- que: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade autenticada”. Eu não posso negar, ou ignorar o fato, de haver uma ampla sabedoria maquiavélica nesta frase, muito eficaz, aliás. Mas hoje a grande falácia que quero atacar aqui, se trata da - ditadura do “bem estar” - uma mórbida imposição, carregada de inúmeras falácias, retiradas das mais variadas vertentes sociais e antropológicas, que utiliza como base, as principais linhas de conhecimento e propagam a mentira através de intepretações erradas, incoerentes e apedêuticas da filosofia, religião e ciência, tudo orquestrado por uma boa propaganda marqueteira e egoísta, capaz de incorpora o espirito alquimista da idade média, obrigando-nos a buscar a “pedra filosofal” da felicidade plena a qualquer custo. Este fenômeno está diretamente ligado à história do pensamento humano, uma vez que sempre se conspirou para burlar a natureza humana – desde os primeiros indícios de civilização que temos conhecimento, como por exemplo, os sumérios que já se utilizavam de ferramenta de manipulação a imposição valores, muitas vezes inalcançáveis, para o homem comum, este que vivia e que vivem naturalmente, atados aos seus medos e anseios, alegrias e tristezas.
Nos dias atuais a imposição do bem estar, empurrada goela a baixo, através as mídias de massa é tão grande, mas tão grande, que reclamar da vida tornou-se sinônimo de diagnósticos imediatos de psicopatologia grave, fato que dito assim, pode soar como um absurdo aos olhos do leitor, mas que na vida real, não passa despercebido a quem ainda possui um mínimo de capacidade de fazer uma observação crítica e concisa da realidade a sua volta. A alienação social a respeito do “bem estar” resultou em uma busca psicótica, por algo inexistente - ou relativamente existente - que automatiza as pessoas de maneira a poderem ser comparadas a exterminadores, exterminadores sociais, que, aliás, estão programados para eliminar qualquer tipo de vertente que vá contra ou ataque a sua “religião” pessoal de ter de se sentir bem vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano.
Uma pessoa em sã consciência sabe que a vida humana, ou o bem estar humano, - não é linear - qualquer vida, em qualquer lugar do mundo, enfrenta adversidades, estas que vão lapidando capacidade e maneira individual de perceber o mundo. A confusão que se faz a respeito de “bem estar” tornou-se algo desesperador, pois nem tudo que propicia o bem estar, efetivamente é benéfico a uma pessoa. O pragmatismo social arraigado na sociedade moderna, à busca pelo gozo eterno, contribui, efetivamente, para que uma pessoa acredite que está se sentindo bem, em uma totalidade, uma plenitude, fato que, claro, é uma grande mentira, pois os bons momentos são fragmentados, não contínuos - assim como um momento ruim não o é. Por mais facilidades que uma pessoa tenha de satisfazer suas vontades, jamais terá uma linearidade, tanto para o mal estar quanto para o bem estar. Em contra ponto a isso podemos dizer que os verdadeiros prazeres humanos são os prazeres (natos), ou seja, aqueles que são naturais - inerentes a o ser - e que se encontram no - bem estar biológico - que existem, obviamente, pela nossa própria constituição animal, que nos propicia satisfações primárias, básicas, como: comer, dormir e praticar sexo, além é claro apreciar a estética. Mas como se não bastasse os prazeres primordiais e como não somos animais comuns, uma vez que somos aqueles animais que raciocinam, detentores da sapiência - fato este que nos difere, ou ao menos deveria nos diferir dos outros animais - necessitamos de linhas extras de “bem estar”, ligadas a abstração e a nossa capacidade de discernir. Estas áreas específicas que nos propiciam o bem estar natural, ligados a nossa complexidade, se manifestam nos departamentos: da empatia, afeição e conhecimento. Há de se concordar que essas três determinações, que no caso, seriam mais que suficientes para manter uma pessoa em um bem estar saudável, juntamente com as outras primordiais e primárias antes descritas. Logo, tudo mais, isto é, tudo que ultrapassa as nossas reais necessidades, poderíamos classificar de valores antropológicos, ou seja, “valores postiços,” inseridos na sociedade por meio da cultura imposta ou adquirida, como por exemplo, as drogas, o consumismo, tecnologia, estética-padrão, ideologias e o poder através do dinheiro, entre outras. Quando tentamos fazer uma analise racional, destes, que classifiquei como: “valores postiços”, que hoje em dia sobrepujam, quando não, distorcem totalmente ou mesmo invertem os valores das reais das - verdadeiras áreas do bem estar - podemos notar que na sociedade moderna, existem poderosas ferramentas de (psicologia de massa), como por exemplo: o marketing, que através do capitalismo selvagem e do socialismo alienante, tornou-se um fator protuberante, causador da inversão de valores na psique humana, podemos observar que a capacidade de persuasão marqueteira possui a assustadora astúcia de transformar o objeto em sujeito e o sujeito em objeto, alienando a capacidade critica das pessoas a tal ponto, que é capaz de fazê-la se submeter-se a “vontade” da matéria inanimada - com “valores” agregados - estas que passam a manipula-las através do fenômeno de (conformidade) que é a vontade de fazer parte de um grupo “privilegiado” da sociedade. Sabemos que os fundamentos de organizações, como por exemplo, o fascismo, nazismo e socialismo, utilizaram-se do mesmo principio marqueteiro, para dominar e manipular a vontade das pessoas, alienando sua individualidade e as capacitando para defender sua causa até mesmo com a sua própria vida, o que também já aconteceu e acontece na religião, quando se busca a defesa da verdade absoluta da salvação eterna e de um Deus antropomórfico. Fazendo uma tosca analogia, podemos comparar o fascismo, por exemplo, à anorexia, que é - a defesa da causa estética extrema - que acaba por ultrapassar a sanidade e senso estético da pessoa, de maneira patológica, obrigando-a a defender seu ideal corporal, e uma realidade distorcida, com a sua própria vida. Não estou escrevendo este texto com o intuito de defender a pessoa que reclama de sua vida compulsoriamente, de maneira patológica, mas sim para mostrar que reclamar de uma condição “ruim” na sua vida, ou um período “ruim”, uma fase “ruim” é algo absolutamente natural, tão natural quanto o relato de se estar bem. Ao contrário do que se pensa, o descontentamento é o fato que move o mundo, não o que atrasa; quando estou descontente com algo e manifesto isso para o mundo - estou inconscientemente dizendo a mim mesmo que preciso mudar - pois quem está sempre contente em sua condição, está parado, estagnado, por melhor que a pessoa se sinta. O descontentamento faz parte da lógica evolutiva, age como mola propulsora para o aprimoramento, tanto do individual como do coletivo, a tecnologia, por exemplo, só é possível por conta do descontentamento humano, que desenvolve ferramentas complexas, que ser torna a maneira postiça e prática de satisfazer sua insatisfação como uma extensão de nossas vontades. Algumas pessoas, em especial aqui no Brasil, possuem uma reação alérgico-epidérmica as opiniões alheias, consequentemente às mudanças, ignoram o fato de que quando uma pessoa reclama da vida, do governo, da sociedade, ela está buscando o novo. É de se espantar que ao buscar a melhoria, possamos ferir diretamente o ego de algumas pessoas – principalmente as de quem se encontram estagnadas, ou em uma situação de zona de conforto e, claro, esta tende a se sentir desprotegida, ameaçada, questionada e é forçada a atacar o “reclamante” e propositor do descontentamento de maneira sistemática, pois o repreender lhes dará a segurança de que sua - verdade está esta garantida, segura - ou que a sua ideia de busca da felicidade é plena permanecerá intacta, mesmo sabendo, inconscientemente que não está. Submeter o reclamante, lhes da uma ideia de poder, de que elas podem impor sua realidade, como uma possível plenitude “conquistada”, um tesouro que precisa ser protegido, qualquer custo. A imposição da imbecilidade do comodismo é algo que se pode conviver, com muito esforço, claro, mas às vezes a pressão é grande, à vontade da massa é esmagadora, agem como verdadeiros “zumbis” da sociedade. Colocam-te em posição desprivilegiada, tentando a qualquer custo extermina-lo, exterminar suas ideias ou mesmo te pressionar para as margens da sociedade, de forma que não ofereça um perigo real à ostensiva ditadura-do-bem-estar. Invertem completamente os valores sociais mais lógicos e éticos, implantam a imbecilidade em nome do “sentir-se bem” a qualquer custo. Mas claro, que como dito antes, se você analisar bem, a semântica da palavra (descontentamento), perceberá que é justamente o oposto, o descontentamento, não é sinônimo de imposição, significa questionar o inquestionável, ter a possibilidade de não sentir-se bem e poder expressar isso sem ser sumariamente diagnosticado e censurado, assim como também o de sentir-se bem e poder expressar a sua alegria para o mundo. Sentir-se bem não é uma busca, é uma fatalidade, assim como se sentir mal o é. Já o conceito de - contentamento travestido de gratidão - que é padronizado e impositivo, pode ser visto como uma porta aberta para o vício dos anagramas patológicos, ditatoriais, estes que assolam a humanidade, com a perversidade dos - individualistas “coletivistas” - que buscam manipula, lucrar e beneficiar-se da boa vontade das pessoas, que por sua vez, são induzidas a aceitar tudo com passividade e apatia, quase sempre, não tendo os meios de perceber os tipos de realidades psicóticas as quais se encontram submersas. Neste ponto ocorre-me lembrar da tese da (sombra) do ego, de Carl Gustav Jung, que se refere aos arquétipos e atavismos da parte mais sombria do nosso ego, por assim dizer, trata-se a parte mais animalesca da personalidade humana, herdada dos nos ancestrais mais primitivos e, proveniente dos nossos medos e repressões mais profundos que habitam o nosso subconsciente. Segundo Jung (superficialmente, pois não vou me aprofundar) a sombra pode ser perigosa, principalmente quando não reconhecida, isto é, quando o seu dono não tem conhecimento da mesma. Quando isso ocorre, a tendência é acontecer uma repressão da sombra, o individuo, geralmente, tenta projetar suas “qualidades” indesejáveis em outras pessoas e assim, deixa-se dominar pela sombra e, sem perceber, acaba por tornar-se uma pessoa amargurada. Quanto mais o conteúdo da sombra torna-se consciente, menos chance a pessoa tem de ser dominada; e quanto mais se reprime a sombra mais inconsciente ela fica, tornando - te um alvo fácil para que você seja dominado, literalmente, por si próprio, mas um “si próprio” perverso. Uma pessoa sem sombra em tese, não é um individuo completo, mas uma caricatura bidimensional que se rejeita a mescla do mal e a bivalência presente em todas as pessoas. Sendo assim, fazendo uma analogia a esta breve síntese de Jung - para com a questão do bem estar - quando uma pessoa nega o lado ruim de sua vida, quando ela abafa suas tendências naturais de manifestação humana, ela esta negando a sua própria natureza de se sentir mal, de se descontentar com as coisas e buscar um aprimoramento maior de sua vida. Quanto mais uma pessoa se afirmar plena e feliz, mais conflito terá ou mais se alienará - pois automaticamente estará projetando e perseguindo uma imagem inalcançável - assim como quem deseja ser o infeliz dos infelizes, o que é uma utopia inversamente proporcional à felicidade. Quanto uma pessoa mais negar seu lado descontente, mais remoerá a frustração, quanto mais atacar quem se descontenta, mais - expectativas falsas projetará nas outras pessoas, tentando morbidamente adapta-las a uma realidade utópica e irracional, que muita das vezes, nem mesmo a própria pessoa que venha ser a autora das criticas ao descontentamento alheio, sabe a origem de tais conceitos que a afeta, não é capaz de identificar os - porquês - de irritar-se com o descontentamento alheio. A frustração e o descontentamento são faces naturais humanas, não tente negar os fatos, ou se tornará um psicótico “feliz”, pregando uma ditadura às outras pessoas, fato este, que é profundamente lamentável de se ver. A vida - ao menos aqui na terra, não sei depois - nunca será plena, o bem estar, nunca será pleno aqui, assim como o mal estar também não é, e não será. Dizem que; “se conselho fosse bom não se dava, vendia”. Mas mesmo assim, faço aqui a minha recomendação: retire do seu vocabulário a palavra - plenitude - se ainda preza pela sua saúde mental. Há um dito popular que gosto bastante e que cabe perfeitamente a esta questão: “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.”
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Resquício de infelicidade
(Rascunho de pensamento… 05h35min da manhã).
Hoje estava raciocinando a respeito do passado. “Existem pessoas e pessoas”, como sinaliza o dito popular - e dentre estas pessoas entre estes estereótipos que podemos observar, ou analisar, se destaca em minha percepção um tipo em particular que viria a ser: “pessoas que não esquecem”. Em suma, somos seres estritamente constituídos de memória, tanto no cérebro quanto na mente. Sim na mente, pois se sabe que a mente não é produto do cérebro. Não vou entrar em detalhes, devido a complexidade do tema, mas o que aponta a ciência, ou ao menos uma parte dela, afinal, cientista é uma coisa, ciência é outra. Um cientista não possui autoridade em falar em nome de toda a ciência, que claro, possui diversos campos de pesquisa e que muitas vezes, costumam discordar entre si e possuir pontos de vista opostos, diante do mesmo objeto de pesquisa. Sendo assim, o conceito de “mente”, vem cada vez menos, sendo atribuído ao cérebro e, isto significa efetivamente, que temos dois tipos de memórias:“as cerebrais”, e as “não cerebrais”. Podemos afirmar então, que a nossa consciência é constituída de memória. Existem inúmeras teses a respeito da constituição da mente ou alma, como a tese das (vidas sucessivas). Teses esta que assevera ser a consciência produto de enumeras existências. O que explica muita coisa, mas não é a este o ponto que quero chegar, ou mesmo discorrer sobre neste post.
“As pessoas que não esquecem”, estereótipo classificado por mim neste texto, são basicamente, pessoas que “fixam” determinados fatos em mente, mas não de maneira mnemônica comum, mas sim de maneira patológica, transtornada ou paranoica e até mesmo psicótica. Nossa memória em suas funções de base, ou seja, em suas funções básicas, possuem a função de auxiliar o individuo a recordar-se de fatos, para que possa repeti-los, ou não. O aprendizado humano é baseado neste principio. Logo todo armazenamento de memória ajuda o sujeito a ter um juízo crítico, estruturado e centralizado, em dois polos: “O que me faz mal” e o que “não me faz mal”. Partindo dessas premissas, a regra é simples: O que me faz bem pode e tem a tendência de se repetir. O que me faz mal pode e tem a tendência de não se repetir. Logo, aprendo; o que preciso e o que não preciso. Até mesmo na biologia existe este principio o que explica o aprendizado automático- animal, realizado por repetição dos fatos, que nos animais menos racionais, se encontra mais acentuado, informações gravadas no DNA, que automatizam determinadas tendências do animal, o que se vem a denominar como (instintos). Que mais tarde, será seu código de conduta, digamos uma diretriz de como proceder para sobreviver. Sendo assim, lembrar-se é um fator natural, primordial e biológico. Quando se trata de humanos, a coisas se complica, pois humanos são dotados de raciocínio, lógicos e abstratos. Os seres humanos logo na infância aprender a distinguir a si próprios, a se localizarem no mundo, cria-se então o ego, de acordo com a teoria psicanalítica de Sigmund Freud. O ego que vem a ser o (Eu), aquele que quer aquele que exige aquele que diz que é seu. Aquele que não possui limitação, ou seja, o ego é o desejo da criança, o choro a vontade. Posteriormente, os bebes prendem a separar o que é a mãe, o que é ele, o que são as outras pessoas, e oque é ele. Aprendem limites, e que no mundo existem limitações. Com esta base, o bebe humano desenvolve algo chamado “Superego”. O superego é caracterizado por três objetivos fundamentais com três objetivos fundamentais: 1. Inibir (através de punição ou sentimento de culpa) qualquer impulso contrário às regras e ideais por ele ditados (consciência moral); 2. Forçar o ego a se comportar de maneira moral (mesmo que irracional) e 3. Conduzir o indivíduo à perfeição - em gestos, pensamentos e palavras (ego ideal). Seres humanos além de serem dotados de autoconsciência, são também dotados superego, juízo critico. E este é o principio básico da afetividade humana. O sujeito quer, deseja, possui e claro adquire zelo, apego, logo sentirá mais tarde o medo, receio de perder. Com isso a ideia de perfeição passa a constituir seu julgamento, diante dos acontecimentos, logo estará sujeito à frustração, seguida da culpa. Este medo de perder é o que move as relações humanas, pois é baseado no “principio da aprendizagem”, citado anteriormente, que diz: “O que me faz bem pode e tem a tendência de se repetir.” Então se tenho zelo, por algo, ou por alguém, isto significa que se eu vir a perder esta condição, esta convivência, logo me fará mal, pois o ego exige e superego te pune. Por tanto é absolutamente normal o medo da perda, ao contrário do que se pensa por ai… A insegurança, não pode ser vista como fator exclusivamente negativo. O problema não é sim a insegurança, mas oque gera uma insegurança excessiva. Podemos afirmar, com base nos fatos, que a afetividade humana é sim aprendida, não é um fator de romantismo, é cognitivo. Mas como tudo na natureza, existe uma medida que divide o que é excesso e o que não é. Um comportamento excessivo costuma ser classificado pelas ciências da psicologia como “transtorno”. Um transtorno é: “Transtorno tem por característica um comportamento que exprime contrariedade, decepção, marcada por atitudes que revelam desarranjo ou desordem neurológica”. “Em alguns casos, essa terminologia pode ser empregada, também, para referir-se a uma ligeira perturbação da saúde.” No caso, aqui, especifico, de “pessoas que não esquecem”, podemos dizer que se trata de um tipo de “transtorno mnemônico”. Isso significa que são pessoas que fazem confusão com seus valores de aprendizado, entre o que faz bem e o que faz mal. O sujeito passa por determinada situação ruim, e passa a valorizar o fator desagradável de maneira compulsória e repetitiva, por conta do seu juízo critico do superego, que por algum motivo não funciona como deveria. A pessoa, por exemplo, termina um relacionamento, e não consegue esquecer, ou não consegue diminuir a importância do fato em si, ou da pessoa em questão. O tipo de foco desta defasagem cognitiva, pode se dar aos mais variados campos da afetividade, como quase sempre estão nos relacionando (amorosamente) com outras pessoas, acaba sendo uma das principais ocorrências, o mais comum. No entanto, podem ocorrer em outros departamentos da vida, com parentes, amigos, animais, objetos e etc. Sabe-se através de estudos, que uma pessoa pode deformar suas percepções na infância, período quais, são formadas, constituídas. Os agravantes, ou motivos são diversos, desde autoritarismo a ausência de “não”. Estas deformidades perceptivas ficam absolutamente claras na idade adulta. Prejudicando, claro a vida do individuo. A dificuldade de lidar com a perda, faz da realidade um grande lamaçal, cujo qual, você está situado, contra sua à vontade, muitas vezes sabe que está e não pode fazer muito, ou absolutamente nada a respeito, a não ser não esperar que passe, ou que haja uma substituição de valores, geralmente com outro tipo de objeto, situação ou pessoa. Existem apontamentos com base na teoria das vidas sucessivas que apontam que esta deformidade poderia ser de origem remanescente, ou seja, possuir uma raiz mais profunda, ligada a algum trauma do passado de outra existência, que foi acentuado na infância desta ultima vida, devido o temperamento da personalidade sucessiva, que não poder totalmente duas inclinações ao mudar de corpo. Independente das causas, que são objeto de estudos para especialistas, a deformidade de juízo crítico é um fato. Existem algumas comorbidades, ou efeitos colaterais, ou compensações, devidos o mecanismo de defesa, que atua para contornar o déficit. Por exemplo, o isolamento e o evitar relacionamentos afetivos, o que claro, resultará em outros tipos de problemas. Sendo assim, se você possui tais características, sua vida deve ser um tanto escatológica. Mas isso não é o fim do mundo, você pode levar sua vida ignorando tudo que vem da sua mente, como lembranças afetivas, e tentar separar o que é prioritário, e o que não é, ou aguentar as pancadas mnemônicas que vai sofre ao viver, ou tentar viver normalmente. Não vai resolver claro, sentimentos como; saudade demasiada, frustração ou ansiedade. Mas ao menos ter conhecimento de causa, destrói os resquícios de infelicidade que você pensa ter, mas na verdade não tem. O auto-enfrentamento perece ser a melhor saída. Resumindo, sua vida pode se transformar em um inferno, se você se deixar levar por tais sensações, por tanto seria interessante prestar atenção nos tipos e padrões de pensamento que você costuma ter. Medidas racionais sempre ajudam. Alguns dizem que grande “X da questão”, para ajudar a burlar essas fissuras de personalidade, é: Esqueça-se de você. Pense em algo mais interessante. Nos outros por exemplo. Com esta conduta, você adquire a habilidade de lhe tirar do foco, dos seus próprios holofotes. Claro que pode, dependendo ponto de vista, ser uma tapeação, mas às vezes resolve. A meu ver não é uma tapeação, pois o altruísmo é a real dissolução do ego, quando feito de maneira a não querer beneficiar-se das ações que visam o coletivo. Hoje em dia nos condicionaram a confiar nossas próprias fraquezas, na ciência. Está tendência nasceu com o fato de que hoje, a ciência, ganhou espaço na sociedade moderna, como no passado a religião e a filosofia obtiveram. Campos da Ciência, como psicologia e nasceram de uma revolução chamada Sociologia. O movimento sociológico vem surgir para, aparentemente suprir as “lacunas” deixadas pela filosofia e religião. E claro que o idealismo está diretamente ligado a isso. Por quê? Simples, o socialismo surge anteriormente a isso, com a proposta de mudar o mundo, criar um mundo melhor, com isso, todo um movimento intelectual se desenvolve juntamente. Eu como bom pessimista que sou, vejo este movimento ao mesmo tempo, um avanço e um retrocesso. Avanço no sentido de renovação, retrocesso no sentido de dependência. Mas se mergulhar na antropologia dos fatos verá que os idealistas trazem a tona o existencialismo pré-socrático, que não possuía um caráter de mudar o mundo mais era mais pragmático. Com o resultado desta dependência, a cultura da saúde mental, tornou-se um comercio, uma indústria. O aprendizado do pensar é mais uma vez substituído, uma vez que alguém pensa em seu lugar, no caso os psicoterapeutas, psicólogos e etc. Ora, me diga se isso não é o mesmo que uma religião, uma crença? Obvio que sim. Assim como no passado predominou a religião no mundo no passado, hoje se dissemina as ciências sociais, para suprir as lacunas deixadas na sociedade. Para mim é absolutamente claro, quem tem um idealismo exagerado, aponto de querer mudar o mundo, logo possui a mesma fissura do superego, a mesma deficiência cognitiva, ausência total, ou parcial de juízo critico, que tenta adaptar o mundo a si próprio, de acordo com sua visão de mundo melhor. Consequentemente, acreditar que alguém resolverá seu problema de ordem psicológica tornou-se cultura. Não estou aqui, negando a eficácia da medicina ou das psicologias não é isso. Estou apontando o dedo, desmistificando o fato. Todas essas terapêuticas, são baseadas no principio do idealismo, da “felicidade”. O que para mim não se difere do idealismo do passado, e não se difere da distorção do juízo critico. Não adianta tentar dizer não há problema, pois é um fato. Há problema sim, e é responsável por muita desgraça no mundo. Para quem não se interessa por estudar o que é realmente o idealismo, não se dá conta do quanto pode ser nefasto este conceito quando interpretado de maneira superficial. O idealismo é simplesmente um conceito que te joga além das suas capacidades, que te faz acreditar que o futuro será melhor que o presente. Ora, se isso não é tapeação, não sei o que pode ser, pois acreditar que pode ser melhor, não significa efetivamente que você será. Se se for, não a custo de nada, sempre existe um caminho de pedras até chegar a um ponto ideal, que ao ser alcançado, vai exigir outro e outro e outro ideal. O idealista é insaciável, para ele nunca estará bom o suficiente. Para derrubar o conceito idealista, basta pensar que a evolução é progressiva e exponencial, por tanto, não existe reducionismo na própria ideia de evolução, o que torna idealismo falso. A vida humana é caracterizada por inteligência, memória e raciocínio, podemos então dizer que, para uma pessoa viver normalmente, ou em de maneira saudável, como humano, ela precisa experimentar, lembrar e aprender. Como explicado anteriormente. Na sua existência o que determina efetivamente o sentido da vida é o “agora”, o fato. O fato é o que determina tudo, pois sem fato não há memória, pois não haveria do que se lembrar. Posteriormente ao fato se tem a lembrança do fato, logo o raciocínio, como proceder diante dos fatos e somente depois é que se pode conceber o futuro, hipoteticamente. Se o fato é o pivô de tudo, então o passado passa a ser secundário, e o futuro que ainda não existe, também. O que coloca o fato como peça central da vida. Se o fato é peça central da vida, logo o fato é mais importante. Por ordem de importância, definimos então: Presente, passado e futuro. Não existe outra forma de se viver, qualquer outra interpretação é meramente uma falácia. Contudo, parte das pessoas, vive em função do futuro, o que é um erro grotesco, pois o futuro não existe. Outra parte destas pessoas vive no passado, o que também não está correto. Já os que vivem apenas o presente, também estão errados, pois na ordem de importâncias, não existe apenas uma importância, mas sim três. Cada uma com seu respectivo papel, com antes explicado. Presente, passado e futuro. Voltando a o idealismo, podemos sim dizer que ele é nefasto, pois te cria falsas expectativas, hipotéticas, baseadas no passado e projetadas no futuro, anulando o presente. O grande problema, diante da cultura idealista que se criou para maioria das pessoas, não é nem o idealismo em si, mas agora sua ausência. Os valores humanos são absolutamente distorcidos. Por quê? Simples, sem idealismo, sem religião, sem estética, sem arte e sem ciência, a vida humana torna-se efetivamente vazia, em bom português: uma “merda”. Por conta do abrupto contato direto com a realidade, que é o eu, que é estritamente baseado no fato. O contato com o eu, com a realidade, como ela realmente é, sempre será aterrador, sempre. Encarar a vida como ela é, não tarefa fácil, por este motivo inventamos todos estes aparatos, como mecanismos, para nos defender de nós mesmos. Se observar refletido no espelho é fácil, mas como seria se encontrar consigo mesmo face a face. Nos na vida, criamos tantas camadas em torno da realidade, que podemos dizer que nos vemos a maior parte do tempo em um reflexo. Reflexo este que não corresponde à realidade. Este problema vem desde as antiguidades, não é um problema estritamente moderno. A pesar de estar mais acentuado, nos tempos modernos, devido o tipo de sociedade que se constituiu, quase que toda estruturada na cultura do “possuir”. Veja por exemplo, a lenda da Medusa na mitologia grega. A medusa é uma Górgona, um monstro cujo qual, não se pode olhar diretamente para seus olhos. Quem usa olhar diretamente para à medusa é instantaneamente transformado em pedra. Podemos interpretar aqui a medusa como sendo o eu interno, e a transformação em pedra como sendo o encontro frente afrente consigo próprio. A lenda diz que quando Perseu decapita a medusa, ele não olha diretamente para seus olhos, ele usa um escudo, que reflete a imagem da medusa. Ele olha para medusa, mas não diretamente, com isso consegue se aproximar dela e assim, o feito de poder mata-la. Até mesmo na Grécia antiga, já se sabia que colocar-se frente -a - frente com sigo mesmo, era um feito arriscado de mais. Tornado o reflexo de si mesmo um processo inevitável para poder olhar diretamente para o seu pior. Eu criei uma frase que diz o seguinte: “O segredo da felicidade, é entender que felicidade não existe.” Isto significa, apesar de ser um paradoxo, que, de fato, não existe felicidade . Não existe um ideal - a perfeição - mas existem adversidades, sempre. A partir do momento em que você admite a não existência da felicidade, seu bem estar pode aumentar, ou simplesmente se degradar, sim, pois retira as suas expectativas fictícias, e o que lhe resta é a vida como ela realmente é, baseada em fato. Todo cuidado é pouco, quando seus alicerces são substituídos - pode haver uma implosão. Partindo desde principio, cabe dizer que a vida pode ser uma merda, e claro pode ser interessante, depende do momento, do fato, do tipo de experiência, que vai determinar suas lembranças e vai definir o que quer que venha a ser o seu futuro, que pode ser bom ou não. Não se deve ter medo do lado ruim da vida, ele existe, é real, faz parte viver o ruim. Assim como o bom. O agradável, também é real, palpável, independente das suas fissuras de personalidade, enganar-se o tempo todo, não vai mudar os fatos, não irá mudar absolutamente nada. A vida é esta dualidade, entre bom e ruim, e ambos são importantes para seu aprendizado e para sua vida. Obs.: sob-revisão.
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O “Pessimista”
Existe sim, uma grande confusão difundida na sociedade moderna em torno do que se determina como “pessimista”. Penso eu que, este equivoco, aconteça por motivos adversos, entre eles os culturais, antropológicos, filosóficos e até mesmo teológicos. A sociedade possui no seu senso comum, o hábito, inconsciente, de classificar o “otimismo” como um conceito totalmente “benéfico”, ou algo pré-estabelecido como bom, fato que é no mínimo, a meu ver, questionável. Ora, mas porque questionável ? Simples, basta se perguntar: Será que elas (as pessoas) ao menos estabelecem, ou sabem estabelecer, um conceito real ou crítico e racional de otimismo e pessimismo?
Ao longo da história, tanto na filosofia, quanto na religião, conseguimos perceber a maneira tendenciosa com que se determina e fixa o conceito de otimismo, neste caso, podemos entender otimismo, como idealismo, pois no conceito histórico passam facilmente como sinônimos.
A religião (ocidental), em particular o (cristianismo e o judaísmo) determinou que; se você acreditar e tiver fé, que “tudo vai dar certo”, pois existem “forças superiores” as suas, que irão privilegiar-te, uma vez que venhas a se submeter, seguindo o que é proposto e pré-estabelecido por determinada doutrina. Não é preciso dizer que este tipo de pensamento é construído, falso, falacioso, pois efetivamente ignora qualquer lógica racional. No entanto a religião vai um pouco além da fé, passa a ser um fator determinante para criação de povos. Sim, a religião cria os povos, por mais estranho que isso possa parecer. Qualquer outro tipo de povo que se tentou criar fora da religião, acabou por terminar em (genocídio). Podemos citar como exemplos a revolução francesa, o socialismo e o nazismo. Verdadeiros monstros idealizados em laboratório, em detrimento da religião. Posso dizer com absoluta certeza, que a religião é um mal necessário, ou ao menos foi. Sendo assim dividimos aqui a religião em dois polos, o contexto histórico e sociológico e claro o contexto (fé). Agora, nos dias atuais, quem permanece no contexto fé e segue este tipo de pensamento, geralmente são pessoas sugestionáveis, que preferem ser condicionadas, guiadas ou conduzidas. Justificam qualquer tipo de lógica baseado no fator fé, que sem maiores aprofundamentos, trata-se de um conceito subjetivo, ou simplório. O condicionamento pode acontecer por diversos motivos; pode ser passado de geração para geração (de pai para filho) ou simplesmente feito através de uma “lavagem cerebral” ou doutrinação.
O fato de ser doutrinado, não significa exclusivamente que a pessoa seja ignorante, tenha QI baixo, ou algo tipo. Muito pelo contrário, dentro das Seitas religiosas, existem, sim, pessoas “inteligentes”. Estes que, quase sempre, assumem cargos de liderança, dentro da instituição. Claro que a sua maioria esmagadora, são de pessoas, digamos com pouca criticidade, como pouca educação formal, o que facilita a persuasão fervorosa e apaixonada do doutrinador.
Sendo assim, onde estaria então o problema da religião? O problema está justamente no discurso religioso, na retórica, na manipulação. O discurso religioso atinge justamente o ponto mais vulnerável da pessoa, que é a incerteza. A religião oferece a certeza de que haverá algo de “bom” destinado ao sujeito. Oferece-lhe justiça e paz eterna, centrada em uma verdade absoluta denominada (Deus). Até este ponto seria até tolerável, uma vez que se trata apenas de uma subjetividade, sujeita a diversos tipos de interpretação. No entanto, seria este o menor dos males, caso o verdadeiro “veneno” da religião, não fosse o (sectarismo). À pessoa não tem opção, ou segue o que lhe é imposto, ou grave serão as consequências. O que é pregado como amor incondicional, na verdade não é, pois há um preço. Isso torna o idealismo religioso totalmente falho e condicionado, eu diria. Simplesmente você não pode pensar por si, isso é condenável para doutrina, que insiste em manipular as consciências da forma que bem entende, baseando-se em interpretações do passado, heranças de uma memória e literatura coletiva e também de costumes, na maioria, se não em todas às vezes, extremamente primitivas e autoritárias. Hoje se defende em alguns estados soberanos o dito “estado laico”, que na minha opinião só existe no papel. Não existe estado laico, até mesmo porque os valores morais de uma sociedade possuem, sim, fundamentos na religiosidade. Claro que existem pessoas não religiosas, mas mesmo estas sofrem influencias morais pré-estabelecidas pela moral religiosa que constituem as bases de (todas) as nações, uma vez que religião cria povos. Por este motivo eu dividi anteriormente a religião em fé e história. A religião surge pra desenvolver a moral de um grupo, isso não é tese minha, basta estudar os homens primitivos que você mesmo constatará que a religião é à base da moral moderna, o divisor de águas ente o homem animal e o homem civilizado. O sectário está por toda parte na sociedade, mesmo entre as pessoas que não são devotas, ou frequentadoras de Seita religiosa, mas que possuem algum tipo de crença ou fé, em um ser supremo, claro. Existem expressões comuns na sociedade, carregadas deste tipo de discurso, como: “Se Deus quiser”, “Deus quis assim”, “está é a vontade de Deus”, “aconteceu assim porque Deus quis”, amém e por ai vai… O discurso da religião está diretamente ligado à definição de positivo e negativo (bem e mau), definindo na sociedade o que pode e que não se pode fazer. Mas além dessa predeterminação antropológica, vemos que existe uma outra, que é determinação irrevogável, aquela que está escrita e que é a verdade pregada. À pessoa que segue esta linha de pensamento, atribui totalmente os acontecimentos da sua vida á uma força maior, sendo estes acontecimentos negativos ou não. Pensando em termos de praticidade é um caminho bem menos tortuoso, sim, pois isenta a pessoa de qualquer responsabilidade sobre a sua vida e seus atos. Uma pessoa que vive este tipo de realidade pode sim se frustrar menos, por mais absurdo que isso possa soar, pode e ser bom. No entanto a pessoa anula seu senso crítico, perde a capacidade de pensar por si própria, perde também a oportunidade do autoconhecimento. Agora veja como as pessoas utilizam (bem e mau) e (bom e ruim). Geralmente pessoas religiosas são mais apegadas sim ao termo (bom e mau), pois como dizia Nietzsche, este é o discurso dos fracos. Sim, pois a relação entre (bom e mau) é diferente das relações entre (bom e ruim). Ex: Meu adversário é ruim. Isso significa que ele é inapto, não funciona, não sabe lutar. Agora veja a diferença do discurso bom e mau. Ex: Meu adversário é mau. Significa que ele é perverso, é injusto. O impacto do discurso dos fracos é simplesmente avassalador, pois uma vez que o forte sente culpa, ele não é mais forte, seria como se o “lobo se ternasse ovelha.” Torna a pessoa suscetível a ser doutrinada por um discurso religiosos que diz: “quem é bom terá o reino dos céus, e quem é mau, terá o inferno, as trevas.” Por tanto, o discurso dos fracos é extremamente persuasivo, porem repleto de fissuras e de falácias. Nietzsche criou estes estereótipos de fraco e forte, para demonstrar que na sociedade onde as suas bases são constituídas por um discurso da metafísica, ou religioso, possuem um peso determinante entre quem vence e quem perde. No caso a moral vence a não moral, justamente por mexer com a consciência, fazer o sentimento de culpa. E o custo-benefício compensa se submeter a religião? —Depende da pessoa. Para pessoa que realmente venha a absorver o discurso sectário da religião, conseguirá seguir sua vida, digamos que mais suavemente, devido o “efeito bengala” que a religião propicia. Agora, para uma pessoa que não aceita o discurso sectário, ou está em cima do muro, pode ser que não tenha o mesmo efeito. E pior, pode ter um efeito reverso. É comum ouvir de algumas pessoas não devotas, mas que possuem alguma crença, coisas do tipo: “Porque Deus fez isso comigo”? Este tipo de afirmação é compreensivo, devido à frustração causada por uma fé religiosa pífia. Como a pessoa não teme á Deus, ela o questiona. Claro que há exceções, por exemplo, o religioso pode vir questionar a divindade, e o não devoto não. Mas em sumo, o discurso religioso, para ter efeito, não deve ser aceito pela metade, ou você aceita ou não aceita, isto independe da fé. Outro fato comum é encontrar “ateus”, que atacam ferozmente quaisquer manifestações religiosas, como se tivesse uma espécie de recalque, por não ter sido favorecido pela tal divindade, o que é bem curioso, (para não dizer cômico). Costumam frequentemente afirmar coisas como: “Se Deus existe, porque existe fome, pedofilia e guerra?“ O que demonstra uma imaturidade sem tamanho, que em minha opinião, seria como o filho que afronta o pai por não ter seus caprichos atendidos. Já na história da filosofia o positivo e negativo é muito indefinido, seguindo por variadas óticas ou linhas de pensamentos. Por exemplo, Diógenes, na filosofia clássica, dizia que não ter nada era positivo, pois não gera uma frustração, caso algo fosse perdido. Se ele nada possuísse, então não poderia nunca se frustrar com nada. Já Epicuro defendia que estar como pessoas que você gosta, era positivo e que ninguém precisaria ter mais que o necessário para alcançar a felicidade. Mas os filósofos que definem mesmo, a forma de pensar de grande parte da humanidade são dois filósofos: Platão e Sócrates. Que são determinantes em uma linha de pensamento metafísica, que diz: Platão: “Existe um mundo, além deste mundo, onde a pensamento é superior ao corpo, o chamado: mundo das ideias”. Sócrates: “em diálogo com Glauco; pense que no mundo em que vivemos como se fosse uma caverna, e o mundo que vemos através dos sentidos é apenas uma imagem projetada na parede da caverna por uma fresta de luz vinda de um único buraco. Tudo que vemos é uma projeção de realidade na parede da caverna”. Este tipo de interpretações são extremamente perigosas, pois são mono ideias, visões tendenciosas, que possivelmente serviram base para o discurso religioso ocidental. Uma linha ideológica que fundamenta a construção de uma imagem e de realidade ideal, que nega o mundo e direciona toda importância para o mundo sobrenatural. O que da margem para interpretações fanáticas. Esta linha é bem diferente dos filósofos pré-socráticos, que pensavam justamente o oposto. Eram muito mais realistas, apesar de utilizarem mitologia para interpretar o mundo. Fato que era feito de caso pensado, não como crença, como se pensa, mas sim como uma forma poética de interpretação do mundo. Nesta linha, não existe criação e sim o fluxo da vida o (mínimo), que dentre varias sugestões chega-se no tempo. Trata-se do contexto em que todos estão inseridos em uma grande transformação, e o que vale é mesmo o aqui e agora. À filosofia moderna vem jogar uma pá de cal na nesta tendência, podemos citar Artur Schopenhauer e Frédéric Nietsche como uns dos defensores combatentes do idealismo ou niilismo, que tiveram a coragem de desbalizar o banal, tornar o discurso religioso questionável, estranho e ultrapassado. Tomando o caminho do contra fluxo, ou “pessimismo”. Principalmente Nietzsche, pois Schopenhauer tinha influencias na linha filosófica do orientalismo, do ( budismo), que determina o fator “aqui agora” como preponderantes na vida humana. Digamos que Schopenhauer adaptou o orientalismo sem o idealismo, para sua realidade. Para Schopenhauer o maior valor do aqui agora era sim à biologia, o estar aqui. O sentir, o amor como inevitável para sobrevivência, como instinto animal. Para o filósofo, a felicidade do futuro, era um ideal, que jamais seria alcançado. Podemos dizer que Schopenhauer era mais pragmático, isso explica a sua influencia no budismo. Ele foi o primeiro filosofo uma geração antes de Darwin e 60 anos antes de Freud, a apontar o amor como causa biológica inconsciente, seu pragmatismo, mesmo com embasamento cientifico precário, foi a meu ver um tapa na cara do romantismo fantasioso. Para Nietzsche, a ideia de Platão era um absurdo, pois viria construir uma imagem do homem, muito superior ao que ele realmente é. Isso, segundo o filosofo viria a ser uma espécie de bomba cultural, que explodiria em forma de frustrações e sofrimento, devido à expectativa projetada na autoimagem e autoestima da pessoa, juntamente com a negação da realidade, depositando os esforços no futuro que está por vir. Nietzsche criticava duramente Platão, justamente por ter cortado o pensamento dos filósofos pré-socráticos. Ele dizia também que as bases do pensamento judaico/cristão estavam, sim, no platonismo. Para o filosofo esta linha de raciocínio era o foco do grande mal do idealismo (mal do mundo). Uma vez escreveu: —O idealista é incorrigível, se é expulso do seu paraíso, faz o ideal do seu inferno. Isso é uma critica a pessoa idealista, que realmente sofre uma lavagem cerebral, mesmo não sendo religiosa. Com o surgimento da ciência temos outro enfoque, como Revolução Científica dos séculos XVI e XVII. Uma época coincidindo com o final da Idade Média e através da Renascença, do iluminismo, quando as ideias científicas em física, astronomia, e biologia evoluíram rapidamente, se adquire uma falsa ideia liberdade. Os valores divinos perdem a importância e logo são substituídos por outros tipos de sentenças, penso eu resgatados da filosofia clássica, que é o conceito felicidade. “Coincidentemente” similar ao conceito religioso/ocidental. \Neste ponto da história a pessoa ao invés de rezar para passa sua dor de estomago, passa a tomar o remédio. E mesmo ainda acreditando em Deus, a fé fica em segundo plano, neste momento declara Nietzsche: —Deus morreu. A morte de Deus ao contrário do que se intercepta vem trazer o significado da ciência para o mundo moderno, que deixa a divindade em segundo plano. A felicidade adquirida com a nova era científica torna-se um conceito pífio de ideal, assim como todos os outros, uma sentença determinística, um discurso falacioso e também sectário, pois o que se define por felicidade, ou você se enquadra, ou não será aceito, logo está fora do jogo. Na construção destes ideais estão presentes o culto ao corpo, o culto a fama, ao dinheiro, a profissão, a tecnologia e ao consumismo. As pessoas passam a definirem-se otimistas e felizes, esbaldando-se com os prazeres mais fugazes, desenvolvendo hábitos dos mais bizarros, aceitos como normais pela nova proposta de modelo de éticos e morais. Outro ponto interessante como é a relação entre sujeito e objeto. Esta relação, com a industrialização passa a dar a o produto valores de sujeito, os papeis são invertidos, criando uma falsa ideia de felicidade, o consumo. Esta tese foi defendida por Karl Marx, o fetichismo. O sujeito passa a ser submisso ao objeto e vice-versa. É uma teoria débil mental de Marx, mas levou a catástrofes interpretativas, que deu origem aos “comunistas e socialistas revolucionários”, que interpretaram de maneira errada o papel de transformação social, que deveria ser efeito por que estivesse enxergando mais, ou seja, quem fosse esclarecido, para uma (reforma social), não uma revolução. No entanto, pessoas apaixonadas e fanáticas que se viram injustiçadas, com um vilão em potencial (capitalismo), acharam na teoria de Marx, um motivo para dar vasão a imaginação da utopia do socialismo pleno, quando deveriam estudar uma forma de domar o capitalismo, não combate-lo. Neste caso, o ponto chave difere-se um pouco do sectarismo religioso, pois aqui há erro de interpretação, não sectarismo da proposição. Mas mesmo assim, novamente esbarramos no idealismo. Cria-se uma falsa ideia de felicidade, por algo não existente, ou inalcançável. No socialismo o tipo de pessoas que podemos encontrar, são pessoas idealistas que pregam a coletividade, a igualde social, o não consumismo. Claro que na prática é impossível, uma vez que o sistema socialista não se sustenta. Precisa girar o capital, por tanto utilizou-se de financiamento capitalista para poder sustentar seus governos. AS grandes fundações como a Rockefeller foram grandes financiadores do socialismo, visando beneficiar-se como iniciativa privada soberana, em detrimento de qualquer estado. Em resumo, o socialismo foi uma catástrofe. Deixando de herança até os dias de hoje ditaduras nefastas como a da Coreia do norte. Mas ainda dentro deste tema, mas agora dentro do capitalismo, que surge come a revolução industrial, para alcançar uma soberania a ponto de se tornar um “vilão”. No contexto capitalista o tipo de pessoas que encontramos, são de ideais individualistas, porem democráticos, temos as pessoas que são consumistas e que criam um ideal de vida feliz, que consiste em ter; ter o corpo perfeito; ter a casa perfeita; roupas perfeitas; saúde perfeita e etc. Um idealismo igualmente doente, que é tido como “otimismo” também. Aqui, como dito antes, o papel do objeto passa a ter influencia direta sobre sujeito, por exemplo: Uma mulher que vai a loja de roupas e compra um vestido, que eventualmente não lhe serve, e claro, ela não deixa de comprar. Neste momento, o objeto se torna sujeito e passa a determinar a vida da pessoa. Ao invés de deixar a calça na loja, a pessoa pensa logo em “emagrecer, academia etc.”. Este idealismo passa a ser extremamente maléfico, a pesar de ser reforçado pela mídia o contrário, para vender mais claro. “Ironicamente se sai do espeto para cair na brasa.” Partindo deste ponto podemos dizer que os otimistas do que se define como niilismo. Mas oque é o niilismo? O Niilismo se trata de um conceito filosófico presente em diversas áreas da humanidade ( literatura, arte, ciências humanas, sociologia, ética e moral) É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Existem várias intepretações segmentadas em torno do assunto, das por alguns filósofos, ela surge com Turgueniev, posteriormente é utilizada por outros filósofos como : Friedrich Schlegel, Hegel, Nietzsche, Martin Heidegger, Ernst Jünger, Gilles Deleuze, Emil Cioran, Jacques Derrida, Jean-Luc Nancy e Gianni Vattimo. Mas não vamos nos focar na visão destas figuras, oque nos interessa aqui é ver a visão que mais teve uma expressividade, que passa a ser a visão de Nietzsche. Ele divide em duas classes este niilismo, vou colar aqui as duas definições: Niilismo passivo - Segundo Nietzsche, o niilismo passivo, ou niilismo incompleto, podia ser considerado uma evolução do indivíduo, mas jamais uma transvaloração ou mudança nos valores. Através do anarquismo ou socialismo compreende-se um avanço; porém, os valores demolidos darão lugar para novos valores. É a negação do desperdício da força vital na esperança vã de uma recompensa ou de um sentido para a vida; opondo-se frontalmente a autores socráticos e, obviamente, à moral cristã, nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta a si próprio, falsifique-se, enquanto vive a vida fixado numa mentira. Assim no niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valores, já que ela é considerada uma atitude negativa. Niilismo activo - ou niilismo-completo, é onde Nietzsche se coloca, considerando-se o primeiro niilista de facto, intitulando-se o niilista-clássico, prevendo o desenvolvimento e discussão de seu legado. Este segundo sentido segue o mesmo rumo, mas propõe uma atitude mais ativa: renegando os valores metafísicos, redirecciona a sua força vital para a destruição da moral. No entanto, após essa destruição, tudo cai no vazio: a vida é desprovida de qualquer sentido, reina o absurdo e o niilista não pode ver outra alternativa senão esperar pela morte (ou provocá-la). No entanto, esse final não é, para Nietzsche, o fim último do niilismo: no momento em que o homem nega os valores de Deus, deve aprender a ver-se como criador de valores e no momento em que entende que não há nada de eterno após a vida, deve aprender a ver a vida como um eterno retorno, sem o qual o niilismo seria sempre um ciclo incompleto. Nestas duas definições podemos ver claramente a divisão entre religião e ciência, o mundo “positivo” e o “negativo”, bem e mau. Percebe-se então que o conceito de negatividade e positividade passa a ter um caráter paradoxal, pois ora a religião é positiva, ora é negativa, e a ciência ora é positiva ora é negativa. Levando em consideração estas premissas podemos sim dizer que elas são conceitos furados, ou não aplicáveis nestes contextos, aqui eles não existem, são partes da retórica diretamente ligada a niilismo, ao idealismo. Por tanto são aproximações da realidade, não são a realidade. Quando os conceitos de bem e mau, de positivo e negativo podem ser, por assim dizer minados diretamente em suas bases, isto significa que são construções gramaticais, como apontou o mesmo Nietzsche. Sendo assim, Não se pode definir bem e mau, positivo e negativo. Podemos apenas dizer oque é prejudicial ou não, baseando-se na ocorrência do fato. Até mesmo porque o conceito de mau não existe em si, existe equivoco. Analisando friamente na verdade pessimistas são ambos, ciência e religião. A religião quando descarta a realidade, a ciência quando descarta a metafisica. Cada um no seu grau de pessimismo. Em minha opinião, falta para maioria das pessoas, parar para pensar. Não adianta viver nos extremos. O maior segredo está no intermediário ( com racionalidade), ninguém adquire autoconhecimento, autocontrole, seguindo qualquer tipo de tendência cientifica, consumista ou dogma. Vive-se em busca de uma felicidade inalcançável, de um ideal inatingível, tudo por conta de interpretações erradas de pessoas do passado e intepretações céticas reducionistas. O mais apavorante é que quase ninguém se dá conta disso. Não é atoa que o mal do século XX, que se alastrou como a peste negra, se chama depressão (sem falar dos outros transtornos, que estão na casa dos milhares). O otimismo dos fracos e dos fortes prevaleceu, convenceu as pessoas que elas precisam ser e ter, o que não tem e não são, e possivelmente nunca serão. Não existem apenas dois polos, acreditar ou deixar de acreditar, existe um terceiro caminho, o da ponderação, o não apego a verdade absoluta. Estes dois polos principalmente os céticos, na maioria das vezes costumam acusar de pessimistas os possuidores da depressão, a distimia, bipolaridade, entre outras, que tratam-se de quadros patológico, cujo “doente” tem uma visão crítica do mundo, mas distorcida, principalmente no que se relaciona a autoimagem, consequentemente na autoestima, diretamente ligada a discurso ditatorial de felicidade e ideal. Uma forma de frustração e auto corrupção, com efeitos fisiológicos, puramente psicossomáticos, onde o ego não se satisfaz e parte para autocomiseração e vitimização. Sendo assim, associar o “pessimismo” com estes tipos de transtornos é uma grande falácia, uma aberração. Claro que existe um certo tipo de comportamento e pensamentos patológicos, mas como explicado antes, bem e mau, bom e ruim, positivo e negativo, são conceitos deturpados, prostituídos, para não dizer falaciosos, no máximo, poderíamos usar, para estes casos, “comportamentos prejudiciais”. Justamente porque são acontecimentos baseados em fatos, ações diretas. Ser pessimista, a meu ver, como é um conceito falso, quando se trata de ciência e religião, não significa dizer apenas dizer que vai dar errado, que seria uma “tendência prejudicial”, significa negar ou afirmar uma realidade. O otimismo pode ser pessimismo, assim como pessimismo pode ser otimismo, depende do contexto. Por tanto, Se o conceito de otimismo pode ser aplicado, ele não é nem na ciência, muito menos na religião, está no meio termo, nem na negação nem na afirmação, mas no fato, na experiência pessoal. Por quê? Porque o meio termo é otimista com ambos, tanto com avida biológica, quanto com a transcendente. Com tudo, o que erro dizer é que quem esta nos polos é pessimista. Por este e outros motivos, eu sou otimista, mesmo não sendo bem visto pela ciência e pela religião, pois estou no contra fluxo de ambos. Sou pessimista sim, para ambos, que utilizam erradamente os conceitos de bem e mau, certo e errado, positivo e negativo. E você de que lado está, é pessimista ou otimista, em que contexto?
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Breve absurdo
Cuidado, se você é uma pessoa dramática, não leia isso!
Para quem já se deparou com um momento na vida que talvez você pensou que seria realmente o ultimo, mas na verdade não foi.
Os dramas humanos em sua maioria são exageros da própria pessoa, esta que insiste que o seu drama é o maior de todos os dramas. Logo, se você levar em consideração que existem dramas piores que o seu. Isso mudaria algo em relação ao seu drama? Na verdade não mudaria nada. Quem defende esta tese de que existem dramas piores, e você deve agradecer (a um Deus) que o seu problema não é o pior, na verdade não sabe o que fala. Seu drama por mais exagerado que seja bom é seu. Isso quer dizer que quem define o tamanho dele é você. Como assim, quer dizer então que o meu drama é inversamente proporcional ao valor que eu emprego sobre ele? Exatamente! Quanto mais importância, pior fica. Mas o que muda saber sobre isso? Bom se você parar de “frescura” e tomar vergonha na cara muda tudo.
Pense; se você tem um drama e não da importância para ele, logo ele não mais é um drama. Nietzsche disse que o sofrimento é o ingrediente fundamental para a felicidade, será que ele estava certo? Bom, se ele estava certo, então podemos dizer que o drama é justificável ?
Não, pois quando Nietzsche disse isso, na verdade ele quis dizer que o sofrimento, o fracasso é inevitável, todos fracassam de algum modo, alguma vez na vida e em graus de intensidade diferentes, mas o que determina ser um drama ou um ingrediente para melhora da sua pessoa é mesmo a forma com que você encara determinado fracasso, ou seja, a importância que você dá ao problema.
Agora Nietzsche não soube, ou não teve tempo ou recursos para aplicar este conceito à própria vida, de maneira efetiva e duradoura. Resultando que, o problema acabou por lhe consumir a sanidade. No entanto dizia ele que o fracasso se assemelha a raiz de uma flor. Se você olhar a base da planta, ou seja, a raiz, logo verá que é terrivelmente feia, mas na sua poupa, na sua outra extremidade à beleza bilha radiante para o mundo. O grande segredo então seria transformar o sofrimento em algo belo.
Eu tenho uma tese de que quem sofre mais, entende mais à vida, porém quem faz drama erra em querer culpar alguém ou a si próprio pelo seu sofrimento, que é algo natural da vida humana.
O fracasso é inevitável, o sofrimento é opcional.
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O que é a beleza humana?
Para responde a esta questão, precisamos entrar em quatro campos da sexualidade e da psicologia, feminina e masculina. São eles:
1-Biológico
2-psicológico/consciencial
3-social
4-anatômico
Biológico:A beleza humana carrega no campo da biologia alguns fatores fundamentais. Fatores estes que estão diretamente relacionados a reprodução. Existem pesquisas nas áreas da bioquímica que demonstram a nossa parte animal em ação. Ao contrário do que muitos pensam, nos humanos ao que tudo indica, somos movidos sim pelo instinto, quando o assunto é sexo. O estudo do feromonio mostra claramente que ele realmente causa reações especificas de comportamento quando excretado.
“Os feromônios excretados são capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e/oucomportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. Existem vários tipos de feromônio, como os feromônios sexuais, de agregação, de alarme, entre outros.”
O problema é que não há vestígios de órgão vômero-nasal nos seres humanos, a não ser durante a fase fetal, nem regiões específicas no cérebro que processem essa forma de comunicação química. Também não foi possível identificar células sensoriais diferentes na nossa mucosa nasal e, além disso, o genoma humano contém pobres evidências de algum gene que codifique as moléculas receptoras dos feromônios, como se verificou em animais. Pode ser, entretanto, que em nosso caso o sistema olfatório esteja envolvido, isto é, sentiríamos algum cheiro diferente que os ferômonios veiculariam.
Em resumo, existe apenas resquícios de que possuímos influências de ferômonios, mas mesmo estes resquícios apontam para um indicio de efeito sim.
Anatomia: A anatomia humana é um fator muito mais importante neste caso, pois como nossas comunicações químicas são menores, nos concentramos muito este papel de avaliação no campo da visão. Tanto que se torna um fator fundamental na apresentação como “cartão de visitas”. Existem certos tipos de preferências que são precedidas por lógicas reprodutivas.
Na mulher:Tamanho dos seios, tamanho do quadril e simetria facial. Isso demonstra que um rosto simétrico e corpo em forma de ampulheta, são inconscientemente mais atrativos. Mas isso tem um motivo: Seios fartos são associados a fertilidade, assim com quadril largo. Estes detalhes demonstram para o inconsciente masculino que os hormônios funcionam melhor, por tanto mais férteis. A simetria facial também está relacionada a fertilidade. Alguns pesquisadores observaram que a mulher fica mais simétrica no rosto, em períodos de fertilidade.
No homem:Formato do rosto, peitoral, abdômen, simetria facial e tamanho do órgão sexual. Pesquisas de observação demonstram que homens com corpo em formato “V” são sim inconscientemente mais atrativos. E também se sabe que mulheres mudam suas preferências da simetria facial masculina, de acordo com seu período fértil. Preferem homens rostos mais delicados , quando estão fora do período fértil, e rostos mais másculos e quadrados em período fértil. O peitoral e o abdômen estão associados a imposição do macho, isso pode ser observado claramente em toda a classe de primatas. Quem nunca viu um gorila estufar o peito e dar umas batidas ? Agora observe certos homens, quando se enfrentam, ou quando estão perto de mulheres. A maioria, se não todos estufam o peito. Já no caso do órgão sexual, os humanos machos possuem o maior órgão sexual dentre os primatas, dizem pesquisadores. Isso aconteceria, porque as fêmeas humanas seriam mais infiéis. Isso fez com que o macho humano tivesse uma capacidade maior de copular. Isso explica a preferência feminina pelo pênis maior, que em tese seria mais viril. E também explica a necessidade masculina, de sair com varias mulheres, ou fêmeas.
Existem inúmeras pesquisas que demonstram serem estes fatores fundamentais para atração sexual visual. Estes pontos explicam justificativa de certas preferências do senso comum no conceito de beleza. E também explicam variados tipos comportamentos inconscientes ou de tendência instintiva.
Social:
Os conceitos sociais são bem variados, pode-se dizer que os fatores sociais de beleza são em parte influenciados por tendências. Mas ao contrario do que se pensa, estas tendências partem de premissa, também relacionadas a reprodução.
Na mulher: A moda influencia muito no fator de beleza. Se você observar antes da década de 90 e 80, tinha-se um padrão estético bem diferente. A mulher mais “cheinha” era tida como padrão de beleza. A partir da massificação da moda andrógena, criou-se um padrão estético de corpo esbelto, induzindo as mulheres a anorexia e bulimia, uma postura patológica da estética. Uma busca frenética por um corpo magro. Isso se alastra até hoje como uma verdadeira peste. A meu ver isso tem certa lógica, pois a mulher é muito apegada a suas formas, para atrair o macho, no caso o homem. Se há um senso que diz: “Mulher magra é mais atrativa!” Penso que, mesmo que isso não corresponda a uma verdade absoluta, logicamente a maioria tentará se enquadrar. Estes modismos provocam uma conformidade, a necessidade de ser inclusa no grupo das mulheres tidas como atrativas, eu diria que provoca até histeria de massa. Hoje se conseguiu também com o modismo introduzir o aumento dos seios com silicone, que também tem uma lógica reprodutiva. Seios maiores, mais fertilidade, em tese. Por tanto, se analisar friamente a beleza feminina no campo social, ela se torna um pouco relativa e ditada por modismos, que algumas vezes não correspondem a realidade. Mas outras vezes sim.
No homem: A beleza social masculina tem basicamente dois objetivos: Poder e sexo. Isto também é influenciado por tendências sociais, mas não por um modismo estético somente. E claro, são baseadas em lógicas reprodutivas. Para o homem, ao contrario da mulher, ter um corpo esbelto é secundário. Pois o homem tem a possibilidade e usar seu poder para obter no caso fêmeo mais fértil, ou mulheres mais atraentes. Isso se explica porque a mulher pensa muito na sua prole ao escolher um homem, sendo assim o fator poder influencia muito. O poder pode ser aplicado de duas formas: Dinheiro, ou atitude. Se observar, homens ricos se casam que mulheres mais simétricas que a média, e homens pobres com atitude, se casam com mulheres mais simétricas também. Os homens bem sucedidos geralmente possuem duas qualidades, dinheiro e atitude, mas nem sempre são simétricos. Por este motivo são mais atrativos do ponto de vista “segurança”. Isto significa para mulher que a sua prole estará segura, em tese. Até mesmo no reino animal pode se observar isto. Os pinguins, por exemplo, tem o hábito de empilhar pedras para atrair fêmeas, e os que possuem a pilha maior conseguem mais fêmeas. Hoje em dia podemos observar alguns efeitos colaterais dessas tendências, que se tornam patológicos. Homens que buscam ter corpos musculosos e se utilizam de anabolizantes e outros buscam enriquecer de maneira desonesta para obter mais poder e claro, conseguir melhores fêmeas. Esses fatores geram a vigorexia e a corrupção, que são verdadeiras pestes na sociedade.
